domingo, 27 de abril de 2014

Encantos

Por: Bruno Yudi

A vida cheia de encantos e desencantos
No alto, no baixo e nos cantos
Ah que rima barata
Que soa como errata
De um dia sem graça
No leito da desgraça
Nossa vida que imita
A doce ilusão
Da sensação

Da pura heresia

terça-feira, 15 de abril de 2014

Muro

Por: Bruno Yudi

Noite fria como essa, as gotas da chuva caem sobre a rua.
Faltam-me ideias, palavras, sentido...
Não tenho ideia de como posso surpreender, ou tentar entender no meu próprio muro de tijolos do conhecimento.
Um muro que só cresce e não desgasta, que nasce sem nada e termina ao seu limite, queria sempre usá-lo, até que o muro caia.
Até que a mente me engane e diga que tenho compreensão de todas as coisas.
Todo é aquele que pensa que sabe, mas não sabe nem 0,000001%.

Eu achava que me faltavam ideias, mas ideias nunca faltam, enquanto eu construir meu muro todos os dias.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ditadura infatil

Por: Bruno Yudi

Casar? Ter filhos? Morar juntos? É isso mesmo que VOCÊ quer? Ou o que os outros querem que você faça?!
Tanta gente desiludia com esposas, maridos, filhos; Que o para “sempre” quase não é válido ou verdadeiro.
A vida só se resume a isso? Ter um lar confortável, uma família por perto, emprego seguro.
Mas como já perguntei, é você que quer isso ou os outros querem pra você?
A felicidade deles depende da sua, mas a sua felicidade depende deles?
O egoísmo talvez seja válido nessa e em outras fases da vida; pensar no que você deseja e tem; pensar em seus objetivos, se desafiar todos os dias e não deixar que os outros escolham por você.
O verdadeiro egoísmo não se resume à maldade ou a ganância selvagem, e sim no SEU foco e na SUA vida antes de qualquer outro sujeito.

Se cada pensasse por si, talvez tivessem menos casamentos jogados no lixo, menos crianças nas ruas e menos brigas em nome do casal, da família ou da nação.

domingo, 13 de abril de 2014

Sentidos

Por: Bruno Yudi

Somos dependentes dos sentidos, e digo mais, somos dependes dos feixes de luzes para enxergarmos, somos dependentes das ondas mecânicas do som para ouvirmos e falarmos, somos dependentes das ondas do odor para cheirarmos e da nossa pele para sentirmos.
Mas não há um verdadeiro sentido; cada ser vê o mundo de uma forma, tanto psicologicamente, filosoficamente ou biologicamente falando.
Cada visão de muno provém de seu mundo, desde a bactéria ao homem, vemos tudo de maneira peculiar ao outro.
O som, a imagem, o odor tanto em forma, distancia ou a maneira, cada um chega as suas próprias conclusões.

Cada forma de vida é fruto de seu ambiente.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

o consumo nos consome

O que queremos nessa vida? Além dos nossos desejos materiais e carnais.
Costumo enjoar muito fácil.
De coisas.
Pessoas.
Da vida.
Da rotina.
A rapidez que consumimos nos consome.
O consumo nos consome.
A vida nos imita.
Na desgraça que irrita.
O tempo nos para.
Das grandes amarras.
Do objetivo.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alguma coisa

Por: Bruno Yudi

Computadores, carros, celulares
Naves, aviões e eletricidade
Achamos que somos grande
Que temos tudo
Na verdade somos
E controlamos
NADA.

O sol que nos aquece
O sol que nos criou
Vai ser a mesma estrela que destruirá
Um colapso na imensidão
Um cospe em nós e perdemos
Tudo que criamos

Somos nada
Temos nada
Críamos nada

Só pensamos que fazemos alguma coisa.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quem ama o Universo

Por: Bruno Yudi

Ver a lua, as estrelas, astros e planetas.
Ver nebulosas, supernovas e cometas.
Asteroides, buracos negros e outras dimensões.
Anãs Brancas, Gigantes vermelhas e tufões
 Em Júpiter, em Io, em Europa, em Marte
Na Terra ou em Netuno, em toda parte

Uma, duas, onze dimensões no verso.
Tridimensional é pouco.
Há quem chame de louco.

Quem ama o Universo.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Inspiração à certeza pela dúvida

Por: Bruno Yudi

Dia calmo, e a inspiração que não vêm, pelo menos não sou obrigado à escrever todos os dias palavras sem sentido algum, talvez que para mim tenha, e para você não.
Talvez eu tire inspiração de um filme, de um livro ou de uma música.
Talvez ela venha do nada por força do cosmo.
Talvez, talvez, talvez...
Meus textos são cheios de talvez e nenhuma certeza.
A única certeza é a da dúvida.
Que paradoxo.
Que pensamento socrático.
Socrático, Platônico, Aristotélico, tanto faz...
Afinal letras são apenas letras, palavras são só palavras...
O sentido de tudo isso é a dúvida.

E a dúvida é a única certeza.

domingo, 6 de abril de 2014

Temporal do tempo

 Por: Bruno Yudi

O tempo é a única coisa que destrói.
Constrói.
O tempo é a marcação do passado, o acontecimento do presente e o planejamento do futuro.
O tempo relembra, destrói, esquece e aquece. Ditadores, gênios, pessoas comuns.
O tempo é a semente para o futuro.
A novela do presente.
E a bomba do passado.
O tempo constrói e destrói.
Aquece e esquece.

O tempo enlouquece.

sábado, 5 de abril de 2014

Artimanha

Por: Bruno Yudi

Se não houvesse arte a vida seria insuportável, um erro, um verdadeiro ciclo de solidão.
A arte transporta toda a realidade em um mundo irreal.
A arte transporta todo o mundo irreal em uma realidade.
Alegra, entristece, diverte, chateia, ensina, emburrece, liberta, prende.
Subverte.
Inverte.
Engana.
Revela.

Talvez a melhor e maravilhosa coisa que existe nessa realidade chamada vida. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Talvez haja ilusão

Por: Bruno Yudi

Filosofia, religiões e ciências. Todas tentam descobrir os segredos da mente. Ah, a mente, esse mosaico de ideais e experiências passadas. Um  grade muro com vários tijolos de colaborações e conhecimentos adquiridos. Nessa ou também em outra vida? Talvez tudo seja um jogo de computador feito por uma ou mais criaturas cósmicas, ou estejamos presos na Matrix, ou na Caverna de Platão?
Mas nossa intuição ou conhecimento não falha! Será mesmo? Será que toda a construção fora feita de maneira correta ou só por falhas e tijolos que logo caíram nessa construção da nossa realidade.

A realidade, a mente, o conhecimento, o tempo, o espaço. Talvez isso seja tudo fruto da ILUSÃO. A mera ilusão de autoconhecimento, que transcende o corpo de geração a geração, que vira combustível fóssil para a próxima, que vira animal ou fruta, que senta do lado de um deus cósmico ou que apodrece e se recicla nessa mera ilusão.